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Emanuel

Eduardo

Eugénia
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A minha história de como comecei
meditar
Decorria o ano de 1979, e encontrava-me a estudar
no
2º Ano de Engenharia Electrotecnia da Faculdade de
Ciências e Tecnologia, na Universidade de Coimbra.
Na casa onde habitava, uma espécie de
comuna de rapazes na Rua do Norte, mesmo por cima da Sé Velha,
tínhamos um colega norte-americano que praticava, estranhamente
e
em silêncio, uma coisa misteriosa, sentado no seu quarto ...
Conversa puxa conversa e acabei por me deslocar nas férias do
Natal à Rua da
Arriaga, nº 17A, na Lapa em Lisboa numa quinta-feira noite fria,
para ouvir uma palestra
introdutória sobre a técnica de meditação
transcendental.
Pouco convencido, sai de lá meio curioso, meio sem jeito, pois
achava aquela
imagem do tal barbudo um pouco intimidante. E havia ficado a saber que
teria de desembolsar um bom punhado de escudos para poder fazer o tal
curso. Mas, se o meu amigo americano o havia feito e era às
direitas, então havia de arranjar maneira de o
fazer também!...
Diga-se de passagem que tive de amealhar uns cobres, a cortar aqui e
acolá, e ao fim de 6 meses, lá me dirigi de novo e nas
férias à APACIC (Como se chamava a
organização então) e assisti à segunda
palestra, na sexta-feira á noite. E no
Sábado de manhã, quando entrei no palacete, fui recebido
por um ajudante que preparou tudo o que havia a ser preparado e fui
para uma sala esperar então a minha aprendizagem... Tudo aquilo
foi feito delicadamente.
Silêncio. Tudo o que se ouvia era silêncio naquele
espaço amplo. Lisboa dormia uma manhã radiosa no seu
sol maravilhoso, límpido, doirados e azúis. E eu
continuava à espera, sem saber ao certo o que
me iria acontecer...
Finalmente, chegou o professor Luís Cunha Santos que me levou a
entrar numa sala que respirava a calma e serenidade; onde nos quedamos,
banhados em parcas palavras e num
silêncio abraçante... E, ao ser ensinado a técnica,
qual não o foi o meu espanto! Comecei a experimentar
níveis cada vez maiores
de repouso, saborando com a minha mente atingido a sua
expansão natural. Tudo se revelava, com simplicidade e sem
ambiguidades... Estava a aprender.
Até que me foi indicado
que havia aprendido a usar a técnica.
Ao sair do edifício para a rua,
caminhando para apanhar o comboio de volta a Oeiras, tudo me despertava
a atenção, a minha consciência expandia olhava,
ouvia,
cheirava, tocava e compreendia tudo à minha volta como se
tivesse chovido
momentos antes e o ar fosse de uma limpez cristalina e feliz...
Nesse entardecer, conforme havido sido instruido, fui avidamente me
sentar no meu quarto e experimentei pela primeira vez, sozinho, a
técnica.
"Funciona!...", pensei cá para comigo, "Como é espantoso
e
simples..."
Foi esse o meu primeiro dia de meditação transcendental.
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